Especialista traz sinais de alerta durante puerpério

Em 01/04/2025


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_Ginecologista, obstetra e especialista em Reprodução Humana, Dr. Guilherme Carvalho, explica quando é preciso buscar ajuda médica_

Sangramento excessivo, febre, taquicardia, líquido com odor desagradável, aumento da pressão abdominal, falta de ar e dor torácica são sintomas que exigem um cuidado maior no puerpério (até 42 dias após o parto). Nesses casos, é recomendado que a gestante se encaminhe para o hospital. De acordo com dados do Observatório Obstétrico Brasileiro (OOBr), a taxa de mortalidade materna no país retornou aos níveis chocantes do final da década de 90. Os números mais recentes a nível nacional são de 2022 e apontam que a razão de mortalidade materna no Brasil foi de 54,5 a cada 100 mil nascidos vivos. Esse indicador leva em consideração mortes ligadas à gestação, parto e puerpério. Na Paraíba, em 2024 foram 27 mortes dessa natureza registradas. Só no primeiro trimestre de 2025 já foram 16, mais que o dobro registrado no mesmo período do ano anterior.

A mortalidade materna é um problema nacional de saúde pública, mas de acordo com o médico ginecologista, obstetra e especialista em Reprodução Humana, Guilherme Carvalho (CRM/PB 7011), os cuidados durante o pré-natal são essenciais para reduzir as chances de complicações durante o puerpério. “A gente precisa ter um cuidado muito grande da assistência durante a gravidez e também durante o pós-parto. Existe uma série de cuidados e de orientações que podem prevenir, por exemplo o tromboembolismo, o aumento da pressão arterial, porque a pré-eclâmpsia acontece também no puerpério e muita gente não sabe disso. Há um risco maior de infecção, de hemorragia, por isso a mulher precisa de mais cuidado e assistência. É importante que ela saiba os sinais de alerta ainda durante o pré-natal, para que esteja consciente de quando deve, por exemplo, retornar ao hospital para buscar ajuda médica”, alerta Dr. Guilherme.

A Paraíba ocupa o 9º lugar no ranking nacional de mortalidade materna, com 47,2 dos óbitos maternos a cada 100 mil nascidos vivos. De acordo com o Painel de Mortalidade Materna, disponível no site do Governo do Estado, em 2021, com a covid-19, o índice subiu para 72 mortes. Em 2022 foram registradas 23 mortes, em 2024 foram 29 mortes e em 2024 foram 27 óbitos. Em 2025, só no primeiro trimestre, já foram registradas 16 mortes maternas no estado.

“O acesso a um pré-natal de qualidade, um parto assistido por bons profissionais, proporcionam a identificação e o tratamento precoce de complicações, durante e no puerpério. Também é inegável que o suporte familiar, a rede de apoio da mulher, são fatores preponderantes. São períodos de muita fragilidade emocional e sobrecarga para o corpo e também para a mente. A mãe precisa se sentir confiante para pedir e procurar ajuda. Seja o marido ou a família, no caso das mães solo, precisam se fazer presentes verdadeiramente”, aconselha Dr. Guilherme.

*Sinais de alerta durante o puerpério* - Febre persistente, pode indicar infecção no útero, mamas e trato urinário, por exemplo; sangramento vaginal intenso, com coágulos grandes, pode indicar hemorragia pós - parto; no caso de corrimento com odor, pode ser indicação de infecção no útero; dor, vermelhidão ou inchaço nas pernas, é possível que indique trombose venosa profunda, o que ocasiona risco de embolia pulmonar; dor ou vermelhidão nas mamas, quando associada a febre, pode se tratar de mastite; a dificuldade para urinar, pode se tratar de infecção urinária; ferida na cicatriz da cesárea, com a presença de pus ou dor intensa, requer ajuda médica o quanto antes. No caso de falta de ar, dor no peito ou palpitações, se trata de uma urgência médica e é necessário que a paciente seja encaminhada ao hospital.

*Sobre Dr. Guilherme* - Médico formado pela Universidade de Pernambuco (UPE), atua há mais de 15 anos na Paraíba. Professor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e presidente do Instituto Paraibano de Ensino em Ginecologia e Obstetrícia - IPEGO. Possui residências médicas em Reprodução Humana e Ginecologia e Obstetrícia pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira - IMIP. Também tem pós-graduação em Reprodução Humana pelo Hospital Sírio Libanês, referência nacional na área da saúde. Nutrólogo, se destaca pelo atendimento humanizado e ampliado no tratamento feminino, sendo coordenador do Instituto de Saúde Integrada da Mulher (Instituto Sim).

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